
Pensava que a sua vida de “casada” seria diferente.
Big step isso de morar junto.
Em sua cabecinha programável, tinha elaborado diversas listas, para cada aspecto da vida que seria a vida que iria ter. Estava tudo no máximo controle.
Teria que tomar banho todas as noites antes de dormir. E tirar o rímel, mesmo que chegasse exausta (ninguém merece olhos borrados logo de manhã). Não poderia mais faltar pão em casa. Alias, teria que programar o jantar (quem vai cozinhar? Toda noite? Ai...)
Nada de blusa velha pra dormir. Deveria providenciar novas camisolinhas, diferenciadas, para os diferentes períodos das suas luas.
A casa deveria estar sempre limpa. Trocar toalhas e lençóis com mais freqüência. Cheirinho de lavanda na cama. Nada de bagunça. Gaveta certa pra cada coisa, roupas guardadas no armário. Tudo dobrado. Afinal, seria um dobro.
E foi tudo tão assim, inesperadamente, rápido! Que bastou uma semana.
Sonhos de “alice” pelo ralo, junto com cada plano de um lar e harmonia perfeita.
Não tinha tempo de ser a “esposa” do conto de fadas. Não tinha forças, nem sabe dizer se tinha a instrução necessária pra isso.
Preocupou-se. Não tinha nada pra jantar. Ela era um desastre completo. Melhor o divórcio antes até de casarem-se, sem dúvidas.
Ele chegou. Ela acomodou-se, olhar distante, no canto do sofá.
Ele abriu a geladeira, o armário... pegou um pacote de cream crakers e manteiga. Sentou do seu lado e pôs longo beijo em seus lábios. Amanteigados.
E nas manhãs que acordava com olhos negros e borrados, ele também a beijava, sem parecer notar, ou como se aquele fosse o tom mais lindo do domingo.
Ela sorria. Não sabia nada mesmo dessa vida dobrada. Mas descobriu, feliz, que não eram precisas as dobras dos lençóis.
Foto: http://www.pampasonline.com.br/brasil.htm
Big step isso de morar junto.
Em sua cabecinha programável, tinha elaborado diversas listas, para cada aspecto da vida que seria a vida que iria ter. Estava tudo no máximo controle.
Teria que tomar banho todas as noites antes de dormir. E tirar o rímel, mesmo que chegasse exausta (ninguém merece olhos borrados logo de manhã). Não poderia mais faltar pão em casa. Alias, teria que programar o jantar (quem vai cozinhar? Toda noite? Ai...)
Nada de blusa velha pra dormir. Deveria providenciar novas camisolinhas, diferenciadas, para os diferentes períodos das suas luas.
A casa deveria estar sempre limpa. Trocar toalhas e lençóis com mais freqüência. Cheirinho de lavanda na cama. Nada de bagunça. Gaveta certa pra cada coisa, roupas guardadas no armário. Tudo dobrado. Afinal, seria um dobro.
E foi tudo tão assim, inesperadamente, rápido! Que bastou uma semana.
Sonhos de “alice” pelo ralo, junto com cada plano de um lar e harmonia perfeita.
Não tinha tempo de ser a “esposa” do conto de fadas. Não tinha forças, nem sabe dizer se tinha a instrução necessária pra isso.
Preocupou-se. Não tinha nada pra jantar. Ela era um desastre completo. Melhor o divórcio antes até de casarem-se, sem dúvidas.
Ele chegou. Ela acomodou-se, olhar distante, no canto do sofá.
Ele abriu a geladeira, o armário... pegou um pacote de cream crakers e manteiga. Sentou do seu lado e pôs longo beijo em seus lábios. Amanteigados.
E nas manhãs que acordava com olhos negros e borrados, ele também a beijava, sem parecer notar, ou como se aquele fosse o tom mais lindo do domingo.
Ela sorria. Não sabia nada mesmo dessa vida dobrada. Mas descobriu, feliz, que não eram precisas as dobras dos lençóis.
Foto: http://www.pampasonline.com.br/brasil.htm
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