02/11/2011
Uma vírgula, e ponto de seguimento...
06/09/2011
Como se não bastasse.
10/05/2011
Porque Vinicius disse pra mim... (em sussurros)

AMOR
Vamos brincar, amor? vamos jogar peteca
Vamos atrapalhar os outros, amor, vamos sair correndo
Vamos subir no elevador, vamos sofrer calmamente e sem precipitação?
Vamos sofrer, amor? males da alma, perigos
Dores de má fama íntimas como as chagas de Cristo
Vamos, amor? vamos tomar porre de absinto
Vamos tomar porre de coisa bem esquisita, vamos
Fingir que hoje é domingo, vamos ver
O afogado na praia, vamos correr atrás do batalhão?
Vamos, amor, tomar thé na Cavé com madame de Sevignée
Vamos roubar laranja, falar nome, vamos inventar
Vamos criar beijo novo, carinho novo, vamos visitar N. S. do Parto?
Vamos, amor? vamos nos persuadir imensamente dos acontecimentos
Vamos fazer neném dormir, botar ele no urinol
Vamos, amor?
Porque excessivamente grave é a Vida.
*foto extraída do site: http://diamantesdeacucar.blogspot.com/2010/06/ser-feliz.html
Pois é.

Amo você.
Amo você.
Amo você.
Um Eco esquisito. Sentiu-se nervoso. Movimentou-se, desajeitado, na cadeira, sem quer parecer desajeitado sequer para ele mesmo. Se não se conhecesse melhor, diria estar ruborizado.
Amo você.
E então? O que responderia. Não sabia nada mais à altura e nem sabia que altura era essa... vai que é lá alto demais? Nenhum interesse em quedas livres. Nem em quedas. Talvez nos livres...
Amo você.
Que louca. De onde viriam as palavras, de seus lábios distantes, de sua mente fértil, do seu temperamento forte? De alguma nova intempérie no seu caminho? E resolveu aparecer logo pra mim?
Amo você.
Não, aquilo já era demais. Amor? A Mim? Desde quando? De onde? E especialmente... como?
Amo você.
Alguma brincadeira, quem sabe? Amanhã ligaria e diria: “ah, você viu? Rs, quis divertir suas leitoras oficiais... provocação e ciúme. Sim, parecia com ela.
Amo você.
Ironia. Só podia ser: irônica. Será que ela não lembrava de toda a estória? De quantas vezes o evitou, de todos os... bem, até que a estória tinha seus pontos fortes...
Amo você.
Talvez estivesse apenas sendo doce. Talvez fosse uma rima. Esses poetas, não perdem uma chance...
Amo você.
Uma demonstração de carinho, de afeto, de saudade? Que cor teria a bandeira da saudade?
Amo você.
Ou, talvez, apenas talvez, ela o amasse.
Porque não?
Porque pra mim o tempo não passa,
Porque me inspiro como respiro
Porque saudade se tem até de perto
Mas você não me parece tão distante
Porque desejo acordar nos seus braços
Porque conheço detalhes de seu riso
Porque um sonho pode ser só mais um
Mas sinto você, bem real
Porque nossas realidades se encontraram
Porque foi no mais exato e especial lugar
Porque não sei se foi só mais um golpe da magia
Mas é por você, e só você, que me encanto.
07/05/2011
O mundo aos meus pés...
Eram pés cheios de calinhos. Não que desgostasse, pois não se reclama de pés tamanho 34, ensejadores oficiais de elogios fofos dentro e fora dos sapatos.
Seus calinhos eram o que eram: marcas secas de longas caminhadas, discretas rachaduras, do tempo, das pegadas firmes, das mal pisadas, cicatrizes próprias de suas escolhas.
Ainda assim, resolveu livrar-se deles. Verdadeiras damas têm pés finos, macios, agradáveis, pele suave e hidratada em todos os pedaços.
Ora, os seus calinhos destoavam dos standart atual de delicadeza feminina. Era preciso enquadrar-se, curvar-se aos moldes adocicados de beleza, assim como seus não tão finos pés.
Marcou consulta. Um especialista. Analisou calo a calo, linha a linha, impressionado. Parecia mesmo assustado. Meus pés, me olhavam ainda mais assustados. Era um de dia difícil para eles.
Acalmei-os. O especialista ajudou: massagens e cremes perfumados, refrescantes... até a lixa foi gentil com eles.
Sai feliz e satisfeita. Tinha pés como os das mais belas, pés de artistas de cinema! Uau!
Uau! Uau, au, auuu, ai, ai, aiiii, poxa vida!
Como dói.
Foi isso. Meus sapatos me detestam. Todos, todinhos, só restaram umas velhas havainas, porque elas não odeiam ninguém, coitadas.
Era como se tivesse desaprendido a andar, de tão desajeitada que fiquei. Ai! Outro pedacinho que se contorcia, as voltas com as tiras de minhas sandálias vermelhas: lindas e cruéis.
Meus pés retrucaram. A cruel era eu. Lapidadora injusta de calinhos de proteção!
Quem mandou tentar andar com pés dos outros?
"Você me ama exatamente como eu gostaria..."
Sorriu como para um espelho.
Não sabia exatamente como seria ser amada.
Era apenas o silêncio de sua alma e a vontade de nunca, nunca parar – voltas musicadas de um carrossel sem curso, sem hastes, sem freios...
Desejava ligar e contar tudo. Palavra por palavra, proferir, ato obsceno e escandaloso que era a verdade que cercava, sem medo, sem preparativos, simples, direta.
- É você.
Não se sabe o fim da estória. Todos os prováveis e improváveis caminhos que os direcionariam dali, daquele inusitado encontro, das destemidas palavras, das palavras de agora, que mudariam tudo. Ou apenas direcionariam seus pés ao caminho que já era deles.
Não saberia.
E deslumbrada por não saber, sentava-se em frente ao computador, deixando que os dedos ditassem as palavras que lábios alguns comportavam. Ao menos não sem transformá-las em beijo, em desejo, em amor.
Não sabia exatamente como seria ser amada, exceto por si mesma: pois para amá-lo tanto, inevitável sorrir, como para um espelho, mesmo no mais chuvoso dos dias, a felicidade do amor.
07/04/2011
"- E você nem sabia que podia gostar assim"

Não me culpe
pelos beijos que já não irá receber.
Nem pelos dias, pelas estórias,
Não me culpe pela falta de ar
ou de vida em sua vida.
Não escolhi te deixar,
Segui em frente: a mesma trilha
Mesmos passos, mesma intenção
Mesma cor de olhos que tive quando te vi.
Cada brilho nosso se perdeu
Entre pedras e moinhos,
Entre ondas, furacões,
Ficamos sós em longas noites,
Por curtos dias, pelo pouco espaço,
Na imensidão.
Não, me culpe.
Não fui eu, mas o amor -
que me levou.
13/12/2010
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Liana.
25/11/2010
Esta Noite.

Gostaria de ser tudo e qualquer coisa que te fizesse bem, como um pedido de desculpas, ou o reconhecimento de algo que fiz de errado, ou contra você no passado, mesmo quando não era exatamente aquilo que eu gostaria de ter feito.
Gostaria de rebobinar nossa fita, retomar nosso encontro, ser mais uma vez aquela para quem você contaria seu maior medo, seu pior defeito, sem hesitar – porque seria, sempre, perfeitamente entendida. E eu também.
Gostaria de te ligar agora mesmo e explicar como cheguei até aqui. Como nesse mundo de invejas, de raiva e competição, eu lembrei a quanto tempo que te amo, apenas pelo que você é, pela nossa história, por cada lembrança, cada instante cúmplice que conseguimos dividir, como se o mundo inteiro fosse só nosso, e ninguém ou nada pudesse nos destruir.
Ainda adoro cada uma das suas qualidades. E como dói sentir que pode estar sofrendo. E eu nem saber. E como me dói não ser mais a pessoa que eu era pra você. Dói tanto que enraiveço, e me transformo nessa menina boba, que não sabe o que faz e tenta descontar, jogando esse ping-pong frenético. Nós sempre fomos as melhores. A melhor das duplas, a melhor parceria.
Acabo de rever essas cenas de nossas vidas. E foram tão reais, que parece que acordei de um sonho, sem me conformar com esse pesado do agora, poxa, ta tudo errado... queria muito que pudesse ver tudo isso comigo agora, reassistir o mesmo filme e chorar como eu choro, não se se de alívio ou de saudade.
Esta noite, eu rezo pra você. Pro meu Deus, para o seu, para todos os deuses que existam e possam nos proteger. Rezo pela sua proteção, pelo seu sucesso, pela sua felicidade e pela nossa paz. Rezo para que todos os anjinhos digam amém. E rezo com todo meu amor.
"What if?"

Até então, pensava que paixão era só um saboroso obstáculo.
A paixão estava lá, quando jantaram juntos, refletida no tinto do vinho, enquanto usava o vestido novo e perfumou-se pra ele. A paixão estava lá quando olharam as estrelas e leram poesias, quando as mãos “acidentalmente” tocaram-lhe os joelhos, quando o tempo parou porque aquele sorriso era maior que o tempo. A paixão estava lá quando seus olhos brilhavam e também quando escrevia em sobressaltos, incessante - era paixão, desabrochando, enlouquecendo cada um de seus mais sãos pensamentos.
Foi a paixão que a conduziu, embriagada, até seus lábios naquela noite. Foi a paixão que a fez imaginar, cada sabor, cada fragrância, cada sensação... a mesma paixão que robou suas palavras, silenciou toda escuridão da noite, ativou seus sonhos, desertou seus medos.
Sim. Paixão dói, cega, deslumbra... Paixão ilude e aumenta a queda, no final. Não é paixão que cuida do supermercado, que paga as contas no final do mês. Não é paixão que encontra seus pais quando você está doente, que prepara chá de limão com mel e espera, serena, a febre baixar - mesmo cansada, mesmo cheia de problemas próprios pra cuidar.
Não é a paixão que alenta a dor nos pés daquela noite, nem paixão que liga pra te lembrar da reunião mais tarde. Não é paixão que senta do seu lado pra estudar um livro mais chato, que te tranqüiliza na véspera da prova. Não é paixão que ri de você, sentada há dois dias na frente do computador, cabelo amarrado num lápis, pra terminar aquele artigo – e te acha ainda mais linda que no primeiro dia.
Não é a paixão que vai à farmácia, ou que prega o quadro na parede. Não é a paixão que agüenta TPMs, mau humores, torcicolos, perdas... não é paixão que segura a fome e janta mais tarde com você. Não é paixão que entende a bagunça dos seus livros, das estantes, da geladeira - não é paixão que enche as garrafas de água, nem que entende quando as encontra vazias.
Não é a paixão que vence o sono quando o outro quer desabafar seus medos – porque, sim, eles voltam, porque, sim, eles existem, e às vezes crescem, e às vezes, ao menos algumas vezes, pedem colo e carinho.
Até então, pensava que paixão era só um saboroso obstáculo.
Foi quando recebeu sua carta. Aquela mesma, carta de Julieta, que vinha para aconselhá-la e abrir-lhe os olhos. E a carta disse:
“Sim, é verdade. Paixão são estrelas que brilham na noite, mas nem sempre aparecem no céu. Sim, é verdade. Paixão é neblina na realidade, não pensa em problemas, não tem preocupações... Mas a resposta, querida, é que sem paixão, sem a doçura e leveza da paixão, sem a nossa capacidade de nos apaixonarmos e “reapaixonarmos” no correr dos anos, não há amor que resista tanto. Você pode amar, agüentar o trânsito, a louca jornada, o trabalho extra e o choro dos filhos. Você pode amar, arrumar a casa, dar banho no cachorro, brigar novamente com a colega do trabalho. Você pode amar e estar bem acompanhada. Mas é a paixão, aquela, quase imperceptível... A paixão escondida no canto dos olhos, a paixão de um beijo mais longo antes de dormir... É esta que te tratará felicidade. E é a paixão que fará cada gesto de amor ser, exatamente, de amor. "
- Então, quando chegar a hora, não tema a paixão. Não tema sua chegada, não tema suas despedidas. A paixão é de idas e de vindas.
Os dias de paixão, suas estórias, suas memórias e sua presença, é que nutrirão o mais precioso amor.
08/11/2010
Norteio-me pelo que desejar.

Norteio-me pelo que fazes*.
Então não tente me convencer
- “vamos começar do zero”,
Ou que renovaremos nossa relação com a virada do ano.
Não disponibilize tantas interpretações
para tão poucas palavras,
tantas lacunas trazidas pela extensão silêncio
de seus lábios, mudos.
Não são surdos, os meus olhos.
Norteio-me pelo que fazes,
E apenas seus atos transformam, de fato,
Cada tato que já não quero mais enxergar
Ou sentir, ou transpor.
Sou só pó, quando é silêncio,
Só dor, quando demora,
Sozinha quando não me encantam mais
Seus cantos.
Norteio-me pelo que fazes,
E nos vãos de cada ato em vão,
Traço triste a dança das desculpas e arrependimentos
Que não se fazem, apenas soam
Zumbidos sem tons ao meu ouvido.
Vivo toda canção que não me fala
Entendo toda palavra que evita
Não perco seu rastro pelas linhas tênues da minha pequena-grande vida
E não apago pegadas traçadas em meu corpo.
Seja o que quiser.
Faça o que quiser.
Enquanto isso, norteio-me como desejar,
mesmo que não seja mais o seu desejo.
* Baseado no texto entraído de: http://www.balzaquianos.com/cronicas.asp?registroc=222
**Foto extraída do site: http://gemarlutar4ba.blogspot.com/2010/07/bussola-bussola-e-orientacao-uma-agulha.html
27/09/2010
"Sol de Primavera, abre as janelas do meu peito..."

Outubro que te espero,
Nem sei se logo quero,
Ou prefiro o lero, lero, lero, do barulhinho que vem
Zunindo, baixinho, no meu travesseiro
Antes de outubro chegar.
Falta pouco, pouco, tão pouquinho...
E ainda não sinto a casa arrumada,
Não sinto idéias no lugar,
Não sinto o barco no oceano,
Não sinto se rio onde devo parar,
Ou se choro, só, por me apegar.
Ah...!
Não sinto, acima de tudo,
O tanto quanto eu desejava estar
Só um pouquinho mais pra frente,
Antes de outubro chegar.
Foto: webrecados.com
22/09/2010
Psicologia estudantil - Parte I

Como qualquer grave decisão que se possa tomar aos dezoito, mergulhou em águas turvas (eram poucos os peixes, alguns os corais, raras as baleias e inúmeros os tubarões...). Levou seu tempo até perceber a presença de simpáticos golfinhos e aprender a usar das próprias nadadeiras.
As dúvidas, porém, que imaginou partirem após a posse de um cone vazio com eco de diploma, só pioravam.
Foto: cutemama.buzznet.com
Psicologia Estudantil e o rumo de seu coração (Parte II)

Dia desses, decidiu mudar de rumo. Iria fazer psicologia. Reiniciar os estudos. Nova faculdade, mais madura. Novas aulas. Novas mensalidades. Novo passo – o “zero” passo, novamente.
Antes do ingresso programado, foi convidada pra dar umas aulas. Assim, acidentalmente.
E, talvez como acontece como toda paixão, acidentalmente, ela se apaixonou.
A paixão queima, tira o sono, dá arrepio da espinha. A paixão meio que enlouquece e ela perdia a fome quase tudo mais que não fosse o objeto de seu apaixonamento.
Dia desses, na saída da aula, uma aluna pediu uns conselhos. Problemas com o marido, que era contra seus estudos.
Dia desses, um aluno confessou-lhe as dificuldades de casa, a doença da esposa, as complicações com o filho, adolescente.
Dia desses, mais e mais pessoas, interessantes, complexas, vivas, preenchiam seus espaços, com olhos atenciosos e ouvidos abertos, a espera do que ela sequer sabia se poderia oferecer.
Mas oferecia. Ela estava apaixonada.
Seriam poucos a entender. Seu rumo eram vários rumos, sua carreira, várias carreiras e suas paixões... estas eram, agora, o mais puro, incondicional AMOR.
21/09/2010
Queijo com goiabada.

Big step isso de morar junto.
Em sua cabecinha programável, tinha elaborado diversas listas, para cada aspecto da vida que seria a vida que iria ter. Estava tudo no máximo controle.
Teria que tomar banho todas as noites antes de dormir. E tirar o rímel, mesmo que chegasse exausta (ninguém merece olhos borrados logo de manhã). Não poderia mais faltar pão em casa. Alias, teria que programar o jantar (quem vai cozinhar? Toda noite? Ai...)
Nada de blusa velha pra dormir. Deveria providenciar novas camisolinhas, diferenciadas, para os diferentes períodos das suas luas.
A casa deveria estar sempre limpa. Trocar toalhas e lençóis com mais freqüência. Cheirinho de lavanda na cama. Nada de bagunça. Gaveta certa pra cada coisa, roupas guardadas no armário. Tudo dobrado. Afinal, seria um dobro.
E foi tudo tão assim, inesperadamente, rápido! Que bastou uma semana.
Sonhos de “alice” pelo ralo, junto com cada plano de um lar e harmonia perfeita.
Não tinha tempo de ser a “esposa” do conto de fadas. Não tinha forças, nem sabe dizer se tinha a instrução necessária pra isso.
Preocupou-se. Não tinha nada pra jantar. Ela era um desastre completo. Melhor o divórcio antes até de casarem-se, sem dúvidas.
Ele chegou. Ela acomodou-se, olhar distante, no canto do sofá.
Ele abriu a geladeira, o armário... pegou um pacote de cream crakers e manteiga. Sentou do seu lado e pôs longo beijo em seus lábios. Amanteigados.
E nas manhãs que acordava com olhos negros e borrados, ele também a beijava, sem parecer notar, ou como se aquele fosse o tom mais lindo do domingo.
Ela sorria. Não sabia nada mesmo dessa vida dobrada. Mas descobriu, feliz, que não eram precisas as dobras dos lençóis.
Foto: http://www.pampasonline.com.br/brasil.htm
13/04/2010
Walking by.

Trocou seu chão por espelhos, de aumento, de sombras, de sobras.
Em um chão traçado em lápis, ela corria riscos, não alçava vôo, nem encontrava respostas.
Foi em um chão sem chão que seus pés caíram,
em um chão sem chão que suas lágrimas escoaram
e ninguém amparava, ninguém ligava,
era um chão sem dono e não um ninho.
Daquele chão não se voava, daquele chão mal rastejava de tão leve que pisava e se caísse, (ah, se caísse!) era um chão estraçalhado aos seus pés o que encontraria. Ela que sabia voar, ela que era filha do vento, ela que amava passos largos e pesados quando em solo firme, trocou seu chão por cascas de ovos, e todos os seus passos eram não-passos, não-possos e todas as suas vozes era não-vozes, não-vezes, e todos os espelhos apontavam única e exclusivamente para ela - não-ela.


