16 de mai. de 2006

Eu sou Feliciaaaaaa!!!


Aí estou, rs, sonhando com o Tal do Valentino Troca Tapa... kkk...

Uma noite só, um minuto só
como se pudessemos
parar o tempo
controlar o mundo
e sermos só
nós dois.

8 de mai. de 2006

“Que mal há em estreitar seu rosto em minhas mãos e pensar que se isso durasse pra sempre, no fundo não seria tão mal...”

E foram justamente suas as mãos que estreitaram meu rosto e foi dali, daquele encaixe, daquele abraço (apesar de todos os outros encaixes e abraços), foi justamente daquele, de alguns segundos atrás, que desejei nunca mais sair.

Chega dói de tão bom que é.
Respiro fundo pra guardar no coração.

E se não posso ter, se está perdida a partida, o jogo, a guerra, se são finitas e até extintas minhas opções, então - vai embora. Corra, suma, desapareça entre os carros pela noite, esquece o endereço, apaga meus números, desfaz a musiquinha tão linda e boba que toca quando sou eu que te chamo. Vai embora, por favor...

Se são meus sonhos que vão derramar pelo chão, meu coração que verei em pedaços, minhas lágrimas molhando meus pés daqui da frente.... Corre - não demore -, some, pra que eu tenha ao menos uma chance – pequena, ínfima, minúscula – de piscar os olhos, de acordar, de esquecer...

Leva contigo seus beijos, seu gosto, o toque, o abraço. Faz uma mala bem grande e empacota toda minha paixão. E nunca, nunca mais, aperta assim o meu rosto. Ou, esteja certo, não mais vou te deixar partir.

28 de abr. de 2006

Numa fração de segundo...

De repente
Saudade incrível
do beijo, do abraço
da noite anterior.
Ligação...
Quase nem penso.
E é saudade.
Impulso incontrolável -
Mensagem:
“te amo!”
Fração de segundo -
Resposta:
“também”.
E entre livros e notas,
cadernos, canetas,
foi meu coração
bantendo sincronizado
com o seu.
Meu sorriso
brilhando
sabendo
seu mesmo sorriso,
mesmo brilho,
mesma saudade.
Fração de segundo
você veio.
E fui você.

Numa mera tarde de quarta-feira...



Um humilde senhor no caixa ao lado, fila no supermercado. Óculos de grau, blusa pra dentro de uma calça surrada (bem passada, entretanto), cinto preto, sapatos velhos. Cabelos devidamente penteados. O senhor entregou um cartão de credito azul. Discussão em voz alta e tumulto entre as atendentes.
– “Fulana, você não viu o aviso! Ele não pode parcelar não!!!!”
E a tal da fulana, para o senhor:
- “Sinto muito, viu moço, o cartão realmente parcela em até 10 vezes, mas o valor mínimo é de R$ 10 reais a compra, olha ali no papel...”. (apontou para uma folha de oficio escrita com letras garrafais, colada na parede, atrás do caixa).

Dei por conta da situação e olhei pro balcão. A compra que tentara fazer era de uma garrafinha de Iogurte de morango, custava R$ 0, 79 (o valor, bem grande, estampado no monitor do computador da cobradora).
Quase deserpero – peguei correndo o iogurte e pedi alarmada pra Caixa passar junto com minhas compras. Cara de má vontade dá atendente, que tinha encerrado a venda.
O senhor olhou pra mim.
- “Não. De jeito nenhum. Obrigado.”
- “Mas, meu senhor, por favor. Eu faço questão. De verdade, por favor”.
- “Não, não”. E correu da loja antes que eu pudesse pensar em algo melhor pra dizer.

Esse foi um dos piores “nãos” que já ouvi na minha vida.
Voltei pra casa chorando. Borrei o rosto com o rímel de R$ 30,00, que foi escorrendo pelo pó de R$ 40,00... às vezes (poucas e tantas vezes), detesto a maquiagem que cobre meu rosto.

12 de abr. de 2006

Porque é única...

"Oportunidade é uma menina com trança na testa". Uma agulha, prestes a cair no palheiro, o segundo seguinte do relógio, o trem das 11 às 10:59... Vai passando sem volta, ou revolta, sem segunda opção.

A oportunidade sussurra e sua voz afiada me amedronta. Jamais grita, a oportunidade... Não me chama pelo nome, não aceita divagações. Mata-me aos poucos e me forço a entender, ameaça constante aos pratos postos da minha balança.

Não sou sua e não é meu. Somos apenas a sombra do que gostaríamos e nos perdemos um do outro quando a noite vem... Se sob o sol sou reflexo de tudo que espera, a noite sou escuridão e me teme, como temo, me perder em você e pela noite, não encontrar caminho, retorno, outra mão.

Já não falamos mais como antes. As palavras não ditas, entretanto, falam comigo sem parar, me cortam o sono, tomam o volante - sem direção meu próprio destino - tudo pelas palavras que não falei ou sentidos não explicados, tudo pela desculpa que não ouvi, tudo pelo desencontro que programamos tão bem.

Sim, porque se nossos encontros foram conturbados, nossos desencontros são exemplares – somos praticamente profissionais em desajustar nossos relógios (maior o desafio, creio eu) a ponto de chegarmos na pior das horas do outro, de estabelecermos as situações mais desaconselháveis, desamarrando todos os laços, como se fossemos um teste, prova de fogo ou de amor um do outro.

Eu te amo
Não digo muito
Quase disse nada
Mas você já sabe
Ou sabia

Porque te amo
Quando te vejo
E meus olhos lêem você
Brilhando mais forte
Impossível esconder

As palavras travam
E quase murmuro,
Mas você entende
Porque o som que escuta
É o do meu coração

É que te amo
Sem pensar muito
Pensando quase nada
Quando passa cada segundo
E já não passa.

Te amo
Além do quando
Além do quase
Além do nada
Eu amo, encantada.
(parada, calada, malvada, enfeitiçada).

Entendimentos e Desentendimentos.


Sermão do mandato
Padre Antônio Vieira

Pinta-se o amor sempre menino, porque ainda que passe dos sete anos, como o de Jacó, nunca chega à idade de uso de razão. Usar de razão e amar são duas coisas que não se ajuntam. A alma de um menino, que vem a ser? Uma vontade com afetos, e um entendimento sem uso. Tal é o amor vulgar. Tudo conquista o amor quando conquista uma alma; porém o primeiro rendido é o entendimento. Ninguém teve a vontade febriciante, que não tivesse o entendimento frenético. O amor deixará de variar, se for firme, mas não deixará de tresvariar, se é amor. Nunca o fogo abrasou a vontade, que o fumo não cegasse o entendimento. Nunca houve enfermidade no coração, que não houvesse fraqueza no juízo. Por isso, os mesmos pintores do amor lhe vendaram os olhos. E como o primeiro efeito, ou a última disposição do amor é cegar o entendimento, daqui vem que isto que vulgarmente se chama amor, tem mais partes de ignorância; e quantas partes tem de ignorância tantas lhe faltam de amor. Quem ama, porque conhece, é amante; quem ama, porque ignora, é néscio. Assim como a ignorância na ofensa diminui o delito, assim no amor diminui o merecimento. Quem ignorando ofendeu, em rigor não é delinqüente; quem ignorando amou, em rigor, não é amante.

6 de abr. de 2006

"Saber amar... saber deixar alguém te amar..."



Bem ou Mal
Vânia Abreu

Pode ser que seja normal
Acordar querendo te ver
Pode ser que seja fatal
Para mim, ficar sem você

Pode ser que o amor seja assim
E o remédio seja esperar
Pode ser que eu ria de mim
Quando tudo isso acabar



Antes que eu sinta mais saudades de você
Quem sabe a gente não se encontra pela rua
Ainda é cedo e tudo pode acontecer
A chance é toda sua


Pode ser seu jeito de olhar
Um sorriso basta pra mim
Faz o mundo inteiro parar
Faz o coração dizer sim


Pode ser que eu queira demais
E você nem queira saber
Pode ser que seja fugaz
Mas eu quero estar com você

Eu visto a roupa mais bonita pra te ver
Quem sabe a gente não se encontra pela rua
A noite cai e tudo pode acontecer
Debaixo dessa lua

Bem ou mal
Tudo se mistura, tudo é natural
Prazer e tortura juntos, bem ou mal
Se você quer calma, eu quero um temporal
De amor e prazer

5 de abr. de 2006



Assumo TOTALMENTE - com tranquilidade mesmo - a minha mais branda, porém real, incompetência para me direcionar neste mundo de marcianos...

"Mas o vento mudou a direção..."

E olha, não me pede pra achar os caminhos...!
Sou venusiana,
exata e diretamente de Vênus
onde as ruas são marcadas
por setas coloridas,
tijolos dourados,
ou migalhas de pão.

Não, não me peça
pra entrar na rua certa,
lembrar qual
dentre as trinta e cinco opções
me levam pra você,
sua casa,
seu coração...

Meu caminho,
alinear,
faz voltas e revoltas,
gira em torno de respostas,
não faria qualquer sentido pra você
Isso eu bem sei...

Mas não me peça pra entender
ou decorar
se é direita ou esquerda
a mão, contramão
Se posso, ou não
seguir por aqui

Não me pede pra acelerar
quando não conheço de cada adversidade
desse caminho pra você
Não, não vou arriscar
rodopiar descontrolada e no final
Tonta.

Agora, se quiser,
Te dou as chave do carro
Deixo que guie,
Controle a mudança de cada marcha
E te acompanho
Com palavras
Olhares

Vou saboreando
cada segundo
das suas mãos
no voltante
ou de leve
em minha perna

Dirige sim,
suas estradas e esquinas...
Leva o meu carro
e me dá o prazer
de observar seu caminho.

Dirige sempre...
Eu confio
Obedeço
Estremeço
E sorriu.

28 de mar. de 2006

Encanto.

É exatamente assim que fico:
Com medo de pular de uma vez
no oceano escuro do meu lado,
com medo de molhar os pés
ou a alma
E ser um mergulho sem volta.

Mal baixo a cabeça
pra não te perder
Esperando que os coqueiros
se transformem no seu corpo
Que meus cabelos
Voem o suficiente
Como sinalizadores pra você.

Ah, letras tortas,
Shorts brancos que me enganam
Trapaceando com meus olhos
E sentidos
Enganado meu coração
Já apertado

Se eu pudesse apenas
Te puxar com meus olhos
Te atrair com meu cheiro
Ou meu canto
Como sereia
Desviando seu navio
Para meus braços

Quase involuntariamente
Você viria,
sorrindo e cego
Como é cego o meu amor
Você seria,
Encantado,
Persuadido apenas em minha direção

Ai que já me dói a espera
Te procurar na calçada
Entre os carros na rua
Querer mudar o vento,
Que vai pro mar e me chama
Naturalmente.

Correndo...

O sol vai embora
E você
Perdendo aos poucos
A chance de me ter aqui,
Menina comportada,
Te esperando

Fotografando impaciente
Cada sinal,
Cada vulto
Minimamente semelhante;
Me perguntando sozinha:
Será que você me alcança?

E finjo não ouvir
Quando o mar grita pelo sol
O sol desce e me sussurra:

- Não, ele não vem mais...

Ou então, em sua corrida,
passou direto por meus olhos
Perdeu seus sinais
Passou por trás da cidade
Pra não ouvir mais chamar...

Ah... Vida longa aos que correm na direção que escolheram.

Deixa a noite chegar...

Só o frio.

Meu corpo, arrepiando,
confessa agora:

- Você não veio.

E ainda espero,
sem lágrimas, sem sossego
inquieto o coração, que
Sabe-se lá porque,

Ainda espera,
apesar de saber...
Já passou.

24 de mar. de 2006

"Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei..."

Cansada de perguntas e respostas...

Ultimo Grão
Isabela Taviani

Não demora agora,
há tanto pra gente conversar
Eu desejo e vejo, a rua você atravessar
e os seus passos largos já não incomodam
não te acompanho mais, caminho do meu modo
teus olhos turvos poucos sinceros
não me atormentam quanto mais eu enxergo

Eu e você podia ser
mas o vento mudou a direção
Eu e você e essa canção
pra dizer adeus ao nosso coração

ta na minha frente, não se perturbe
verdade é pra falar
sei que vai morrer um pouco
mas ainda há tanto pra lembrar
o seu sorriso lindo, indefinido
suas mãos tão quentes, atravessando o meu vestido
palavras que falavamos, simultaneamente
no meu ouvido, o teu discurso indecente

Eu e você podia ser, mas o vento mudou a direção
Eu e você e essa canção pra dizer adeus ao nosso...

As vezes o amor escorre como areia entre os dedos
não tem explicação pra tantos erros
é melhor partir antes do último grão cair

Eu e você podia ser, mas o vento mudou a direção
Eu e você e essa canção, pra dizer adeus ao nosso, ao nosso
coração.